"Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus"
Com fé e esperança, a Igreja inicia sua caminhada para a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. É momento forte de oração e da prática do jejum e da esmola pelos cristãos. É tempo ainda de volta para Deus que sempre está de braços abertos a acolher aqueles que rasgam o coração para Ele e o acolhem na vida e na caminhada cotidiana.
Nessa perspectiva, o tempo quaresmal é propício para re-avaliar a caminhada de fé, a adesão á proposta de Jesus e do Reino que ele veio anunciar. Recordamos, nesse sentido, na Liturgia dominical, a aliança que Deus mesmo fez com o seu povo (Gn 9, 8-15) e o rompimento dessa aliança de amor por parte do homem. Este não quis selar definitivamente seu pacto com Deus e foi infiel. Por isso, Cristo morreu, ou seja, para nos conduzir novamente a Deus (1Pd 3, 18-22). Jesus restabelece, pelo batismo, a nova aliança com o Pai por meio da adesão pessoal e comunitária à sua proposta de amor. É, por parte do homem, abrir-se para receber vida nova no Espírito.
No entanto, essa volta a Deus não é fruto de uma rápida escolha do ser humano, mas de um encontro, de uma experiência com o próprio Senhor. É, muitas vezes, ser tentado e conduzido para o deserto como o foi Jesus (Mc 1, 12-15). E esse deserto pode ter várias formas. Nossos pecados, vícios, nossas fraquezas, medos, inquietações e tantos outros males que nos afligem. O certo é que Cristo está sempre conosco relembrando que o Reino de Deus está próximo, é preciso conversão e escuta da Palavra.
Que nesta semana, o Senhor Jesus ajude cada cristão a fazer viver a força e o dinamismo do próprio batismo que relembra a aliança com o Pai na atenção e cuidado com os que sofrem, que estão doentes, afinal, "que a saúde se difunda sobre a terra" (Eclo 38,8).
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