Pular para o conteúdo principal

Postagens

Eu escolho seguir Jesus - XXIII Domingo do Tempo Comum

Celebramos nesse final de semana o XXIII Domingo do Tempo Comum - Ano C - que nos traz uma proposta um tanto quanto desafiadora: "Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo" (Lc 14, 26-27). Primeiramente, a dificuldade em "desapegar" daqueles que mais amamos: pai, mãe, mulher e filhos, da própria vida. Como o Senhor Jesus pode pedir isso de nós? Não nos parece estranho? Vejamos. Ele não deseja que abandonemos nossas famílias, as pessoas que amamos e queremos bem. Ao contrário, Ele deseja que coloquemos cada um no seu lugar no nosso coração e nas nossas opções. Não se pode antepor nada a Jesus Cristo. Não se pode servir a dois senhores! Seguir Jesus Cristo impõe salvaguardar também outros valores: família, trabalho, compromisso social, político, cultural ...

A ATIVIDADE MISSIONÁRIA DA IGREJA

  O Concílio Vaticano II foi um grande evento eclesial de renovação da Igreja e um momento de diálogo com o mundo. Os padres conciliares, pensando na missão de evangelizar segundo o mandato de Jesus (Mt 28, 19), aprovaram, no dia 07 de dezembro de 1965, o Decreto Ad Gentes sobre a atividade missionária da Igreja. Esse decreto conciliar quer lembrar a todos os cristãos que a Igreja foi enviada a todos os povos para pregar a Boa Nova (n. 1). Então, tem como objetivo apontar os “[...] princípios da atividade missionária e drenar as forças de todos os fieis para que o povo de Deus [...] difunda por toda parte o reino do Cristo Senhor [...] e prepare a sua derradeira vinda” (n. 1c). Nesse sentido, Ad Gentes faz uma bonita abordagem doutrinária da missão eclesial afirmando que “A Igreja peregrina é por natureza missionária” (n. 2). Isso evidencia que a atividade missionária é constitutivo da Igreja porque é a extensão do desígnio do Pai, da missão do Filho e do Espírito San...

OS OLHOS DO PAPA FRANCISCO - Juan Arias

Francisco  foi o primeiro Papa que diante do drama dos refugiados fugindo do horror de seus países em guerra pediu que o Vaticano e todas as paróquias da Igreja abrissem suas portas a eles. A teologia de  Francisco  é, na verdade, a da compaixão, que se esforça para se colocar no lugar do outro. Seus olhos observam mais com o coração do que com as leis e os dogmas. Quando está ao lado das pessoas, suas pupilas parecem se dilatar para observá-las melhor. O olhar de  Francisco  é agudo para descobrir o sofrimento das pessoas mais do que seus tropeços. Ele se fixa principalmente nas cicatrizes que a vida deixa nas pessoas. São olhos mais de mãe do que de juiz. Com os homossexuais, os divorciados, com as mulheres que abortaram, com os teólogos excomungados. Até com as lágrimas do menino que chora a morte de seu cachorro, a quem garante que o encontrará no paraíso. E agora principalmente como calvário daqueles que são forçados a deixar sua terra fugindo do hor...

PAPA FRANCISCO E A PREOCUPAÇÃO COM AS VOCAÇÕES

Atualmente, nota-se grande escassez de sacerdotes em alguns países do mundo. O Papa Francisco adverte aos Bispos e formadores o cuidado para com as vocações, sobretudo com aquelas que não cumprem os mínimos requisitos para bem servir a Igreja. Diz Francisco que "quem é chamado ao ministério não é dono de sua vocação, mas administrador de um dom que Deus lhe deu para o bem de todos os homens". A vocação é de Deus, da Igreja, portanto deve ser bem cuidada e discernida na verdade e na caridade. Na íntegra, VATICANO, 03 Oct. 14 / 01:10 pm ( ACI ).- El Papa Francisco recibió esta mañana a los participantes de la Plenaria de la Congregación para el Clero. Después de su saludo y agradecimiento por la colaboración a la  Iglesia  por los ministros ordenados y su acción pastoral, dirigió su discurso sobre tres temas: vocación, formación y evangelización. El Santo Padre reconoció que “necesitamos sacerdotes, faltan las vocaciones. El Señor llama pero no es suficiente. Y nosotros o...

AS CINCO VIAS DA PENITÊNCIA - São João Crisóstomo

O Papa Francisco convida toda a Igreja a viver o Ano Santo da Misericórdia com a sua carta Misericordiae Vultus. Por isso, urge retomarmos a importância e a eficácia desse sacramento na vida dos cristãos e cristãs. Creio que São João Crisóstomo nos ajuda a meditar o valor do Sacramento da Reconciliação indicando cinco vias da Penitência. Diz ele que são: 1 - A reprovação dos pecados. 2 - Não guardemos lembranças das injúrias recebidas dos inimigos, dominemos a cólera, perdoemos as faltas dos companheiros. 3 - A oração ardente e bem feita, que brota do fundo do coração. 4 - A esmola. Possui muita e poderosa força. 5 - Ser modesto no agir e humilde, isto, não menos que tudo o mais, destrói os pecados. Resumindo: 1- Reprovação dos pecados. 2 - Perdão das faltas do próximo. 3 - Oração. 4 - A esmola. 5 - A humildade. Roguemos a intercessão de São João Crisóstomo para a nossa conversão verdadeira e diária.

III DOMINGO DA PÁSCOA - "Por que tendes dúvida no coração?"

"NO DIA CHAMADO DO SOL, reúnem-se num mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos [...]. E reunimo-nos todos no dia do Sol porque é o primeiro da semana, aqueles em que Deus criou o mundo, e porque nesse mesmo dia Jesus Cristo nosso Salvador ressuscitou dos mortos" (São Justino).  Todos somos convidados a encontrarmo-nos com o Senhor Jesus na Páscoa Semanal, no Domingo, que para nós, cristãos, tem um sentido todo especial. É o dia da Ressurreição de Jesus.  Nesse dia, reunimo-nos não simplesmente para pedir "coisas" ao Senhor, mas para louvá-lo, para agradecer as maravilhas que ele realiza na vida de cada um e de cada uma. Agradecemos ao Senhor pela salvação que Ele nos oferece e que foi o fruto de sua entrega na Cruz e Ressurreição. Pensando nisso, o Evangelho deste III Domingo da Páscoa (Lc 24, 35-48) faz um convite a todos nós a não termos dúvida no nosso coração sobre a veracidade Ressurreição do Senhor e sua presença na comunidade dos cre...

A EUCARISTIA E OS DEMAIS SACRAMENTOS

1.       EUCARISTIA E OS SACRAMENTOS Eduardo Moreira Guimarães O Papa Bento XVI escreveu a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum caritatis como documento final do Sínodo sobre a Eucaristia “fonte e ápice da vida e da missão da Igreja”. Ao longo do documento, dos números 16 a 29, o Santo Padre discorreu sobre a Eucaristia e sua relação com os demais sacramentos. Segundo o Concílio Ecumênico Vaticano II, todos os ministérios eclesiásticos e obras de apostolados estão vinculados à Eucaristia e à ela se ordenam (n. 16). Isso é fato porque a Igreja, entendida como sacramento universal da salvação, mostra que a “economia” sacramental determina o modo como Jesus, por meio do Espírito, alcança a vida de cada crente na sua especificidade. A Igreja recebe-se e exprime-se nos sete sacramentos. A Eucaristia é a plenitude da iniciação cristã e o caminho de iniciação tem como ponto de referência tornar possível o acesso a tal sacramento. Por isso, to...