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DEUS EXITE?

Uma boa pergunta para aqueles que creêm. Esse é o tema do livro entrevista de Bento XVI (até então Cardeal Ratzinger - católico), Paolo Flores d'Arcais (ateu) e o entrevistador Gad Lerner (judeu). Por sinal, um debate muito interessante, dado que a diversidade de crenças e de pensamentos é extrema.  Foi com essa ideia que comecei a ler o livro que encontrei na Feira Internacional do Livro em Palmas - TO. Um título intrigante para quem crê, uma experiência fascinante para quem lê. É composto por dois artigos. O primeiro de Ratzinger que fala sobre a "PRETENSÃO DA VERDADE POSTA EM DÚVIDA:  a crise do cristianismo no início do terceiro milênio" que discorre sobre a crise de verdade pela qual o mundo do terceiro milènio vem passando e da qual cada um que vive nesse tempo é testemunha. Nessa ótica, Card. Ratzinger fundamenta seu escrito na verdade que deve ser aceita e compreendia: Deus, o amor supremo. Só esse amor, esse pensamento único de um Deus que se revela como amo...

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Hoje a Igreja celebra o XVIII Domingo do Tempo Comum, tempo de graça e esperança na vida da Igreja e dos cristãos. Hoje a Palavra de Deus orienta a viver segundo a vida de Cristo e não apenas dos milagres que Ele faz. Ou seja, o interesse maior em seguir a Jesus é perceber como é seu modo de viver e se relacionar com o Pai e com os irmãos e fazer o mesmo na vida cotidiana. Por isso, a liturgia proporciona uma boa lembrança do que Deus mesmo fez com os pais na fé e com o povo que Ele mesmo libertou do Egito (Ex 16, 2-4.12-15). Foi Deus quem enviou o maná para que o povo se alimentasse e não passasse fome nem murmurasse contra o Deus que os tirou da escravidão.  De modo semelhante, no Evangelho (Jo 6, 24-35), Jesus retoma a mesagem do Êxodo, mas reforça que o povo o procurou porque ele tinha alimentado a multidão em outra ocasião e adverte para que a preocupação não seja demasiada com os bens terrenos, passageiros, mas com aqueles que não perecem, que duram a vida eterna. O ...

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Bastariam dois pães e dois peixes e o milagre do amor, pra acabar com tanta fome, acabar com tanta dor! Neste domingo, a Igreja vive na sua Liturgia a celebração festiva da multiplicação dos pães. Os discípulos, evidentemente vendo tantas pessoas preocuram-se com o que dar de comer para aquela multidão (Jo 6, 1-15). No entanto, esqueceram-se que do pouco Deus faz muito, pois "comerão e ainda sobrará" (2Rs 4, 43).  É desse pouco que Jesus faz o milagre do amor, da partilha, da divisão do que tem pouco para o que nada tem. Por isso, a vida da comunidade cristã deve sempre ser suportada pelo amor, pela humildade e mansidão (Ef 4, 1-6) para que o milagre do amor continue a acontecer ainda hoje saciando a fome material, mas também a fome de justiça, de paz, de fraternidade, de liberdade e de amor!

XVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

... eram como ovelhas sem pastor! Na liturgia deste domingo há, sobretudo, um convite para a unidade que o Senhor faz a cada cristão. É ele mesmo quem vai reunir o resto de suas ovelhas, aquelas que estão dispersas e a fará voltar aos seus campos, lugares que se reproduzirão e multiplicarão (Jr 23, 1-6).  É esse mesmo Senhor que fará ainda nascer um descendente de Davi para reinar. Mas será um rei diferente, aquele que tem compaixão, que ama, que vê as ovelhas sem pastor e coloca-as perto de si, para descansar, para curar, para amar (Mc 6, 30-34). É por este descendente de Davi, Jesus Cristo, que todos serão unidos, "Ele é a nossa paz", diz Ef 2, 14. Por ele tem-se acesso ao Pai pelo Espírito.

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Hoje celebra-se o XV Domingo do Tempo Comum. Celebração esta que evoca o espírito missionário de todos os cristãos de hoje.  As leituras são todas incentivo para que se deixe a terra e vá procurar um lugar onde se possa profetizar (Am 7, 12-15) e que se proclame a grandeza do Filho de Deus que se dignou assumir a identidade humana, mesmo sendo divino (Ef 1, 3-14).  Assim, a missão torna-se mandato de Jesus quando envia seus discípulos dois a dois para anunciar o Evangelho (Mc 6, 7-13). Que todas as pessoas tenham essa consciência da necessidade e da urgência de ser missionário hoje, no tempo em que se vive. Reze-se hoje, sobretudo, pelo III Congresso Missionário Nacional em Palmas, TO. Para que de lá, pulmão missionário do Brasil, saia um grande impulso para a missão. 

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM

"Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão... se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascerão..." Este domingo a liturgia da Igreja nos faz zlembrar os profetas de ontem e de hoje. Aqueles que são responsáveis por falar de Deus e denunciar aquilo que não condiz com seu reino de amor, paz, justiça, fraternidade.  Nesse sentido, as leituras sao todas impolgantes e desafiadoras porque exigem dos cristãos de hije compromisso com a causa do Reino. Já o profeta Ezequiel (2, 2-5) fala do envio para que os homens de cabeça dura e que não ouviam o Senhor, soubessem que havia entre eles um profeta.  Na segunda leitura, Paulo (2Cor12, 7-10) diz que é necessário, além de ser profeta ter um espinho na carne para que o ser enviado de Deus, missionário, não seja motivo de glória, mas de serviço aos outros. É justamente no sentimento da fraqueza, da pequenez que se revela o rosto humano de Deus.  Finalmente, Marcos, no Evangelho (6, 1-6) mostra que nem Jesus...

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Neste domingo a Igreja celebra São Pedro e São Paulo, dois baluartes da fé católica, responsáveis por sua propagação e pela fidelidade da mesma ao mandato inicial de Jesus para que se fizessem discípulos seus todos os povos.  A liturgia dessa celebração coloca cada um no espírito da desafiante missão de seguir Jesus. De um lado Pedro (At 3, 1-10) que é preso, mas não desamparado pelo Senhor Jesus e pelas orações da Igreja. De outro, Paulo (Gl 1, 11-20) que reconhece o trabalho que fez, as perseguições, mas a presença do Senhor em sua vida em todos os momentos para que a Palavra anunciada fosse acolhida integralmente por todos.  Assim, sob o testemunho desses homens Jesus mesmo escolhe Pedro para conduzir a sua Igreja (Jo 21, 15-19) prometendo que nem as forças do inferno poderão abalá-la.